quinta-feira, fevereiro 14, 2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Vinil Press 2 - A Mão do Macaco
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Vinil Press - projetos 2008
Contracapa Marcos Espíndola - 31/01/2008
Podem esperar, 2008 vem chumbo dos grossos da tela!...
... A Associação Cultural Vinil Filmes, que eu particularmente prefiro chamar de coletivo subversivo em benefício da redenção das almas ignorantes, começa o ano com uma fornada das boas: o lançamento para março da série Encontros, que será exibida pela RBS TV, e do suspense A Mão do Macaco, de Jefferson Bittencourt. Ainda naquele mês, Renato Turnes dará início às filmagens da saga de Angelo, o Coveiro, o divertido terrir, vencedor do Prêmio Cinemateca Catarinense de 2008. Nosso herói soturno agora embarca na sua aventura mais desafiadora. O curta contará com um elenco nativo estelar, como Paulo Vasilescu no papel de Ronaldo (o arqui-rival do nosso herói) e Gláucia Grígolo, a mocinha que guarda um sepulcral segredo e que forma o par romântico do Angelo. E surge também uma equipe de um filme trash que escala o escangalhado coveiro para a sua produção. As locações vão do Cemitério do Itacorubi às praias da Ilha. A expectativa é que o filme chegue ás telas ainda este ano. Mas você pode conferir alguns esboços que resultaram neste projeto, que são alguns estudos promovidos por Renato sobre o Angelo. A série de vídeos está no Youtube, mas você também pode conferir lá no Blog do Marquinhos...
...
E a Vinil promete para o final do segundo segundo semestre as gravações de outro projeto também contemplado pela Cinemateca: Beijos de Arame-Farpado. A resposta brasileira aos casal bandido Bonnie e Clyde (EUA), estará de volta na seqüência do sucesso Veludo & Cacos-de-Vidro, de 2003. Renato Turnes e Julie Krist novamente encarnam a dupla amoroso em novas artimanhas porno-trashs. A julgar pelo barulho do primeiro filme da trilogia, que chegou a ser censurado na TVE, Beijos promete emoções fortes, mas sem apelar, garante Clyde, ops desculpa, Veludo:
- Vai ser bem família.
Será que vem prole por aí? Não sei, da cabecinha desta turma espera-se de tudo, mas dá uma chegada lá nos blogs do Marquinhos e da Vinil Filmes (http://www.vinilfilmes.blogspot.com/) e curta alguns trailers dos projetos.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Tchuco, Baúco & Sporcatione

Tchuco Baúco e Sporcatione é a primeira incursão cinematográfica dos Irmãos Panarotto. Um filme produzido a partir de uma viagem dos dois irmãos pela Europa. Foram sete países visitados em dois meses. A base de operações foi na Itália e dali eles foram para outros lugares como França, República Tcheca, Irlanda, Hungria, Áustria e Espanha. Sempre com uma câmera na mão e nenhuma idéia na cabeça. Simplesmente filmando de forma aleatória e intuitiva, observando e registrando as coisas que iam acontecendo ao seu redor. A viagem contou com a participação do cineasta uruguaio radicado em Florianópolis que acompanhou a dupla em vários momentos, hora filmando, hora fotografando e hora dirigindo.
Para essa primeira exibição o filme foi finalizado em dezesseis minutos, de forma mais enxuta e direta, mas tem muita cena legal que ficou de fora dessa primeira versão. Estamos preparando algumas idéias para um possível DVD com uma versão estendida do filme com bônus.
Chico Caprario
O filme não é um musical, mas poderia ser. No final de contas, não passa de um apanhado de situações que remetem a proposta da dupla: um western spaghetti sem violência, sem sangue/catchup, mas com algumas pitadas de bom humor. O nome escolhido foi uma referencia ao diretor italiano Ettore Scola. Muito mais do que isso, o título surge em função da estética que o filme apresenta. É tchuco quando as imagens aparecem balançando como se a câmera não tivesse controle nem direção. É baúco quando aparecem as mais diversas situações sempre com bom humor. É sporcatione no sentido largado da coisa, despretensiosa e suja enquanto proposta de sonoridade/estética.
Demétrio Panarotto
A coisa toda foi gravada de maneira experimental e informal. A grande sacada foi a participação de Marco Martins que se prontificou a dar forma ao conteúdo filmado. Foi ali na sala de edição que a coisa toda começou a ganhar forma.
Roberto Panarotto
Há muito tempo vinha propondo algo para ser feito ou com a banda Repolho ou com os Irmãos Panarotto. Gosto de lidar com esse universo musical do vídeo clip e essa foi uma excelente oportunidade de exercitar. Nos divertimos muito na edição do material ao perceber que as imagens se encaixavam com as propostas musicais e quando isso não acontecia gerava uma estranheza interessante.
Não percam!
Dia 30 de janeiro em Florianópolis.
Lançamento do filme Irmãos Panarotto em: Tchuco Baúco e Sporcatione
Logo após a exibição do filme acontece um pocketshow com os Irmãos Panarotto c/ participação do Marcelo Mendes
Preço: R$ 7,oo (sete pila)
Horário: 22:00 h
Local: Blues Velvet
Endereço: Pedro Ivo, Centro
quarta-feira, janeiro 23, 2008
terça-feira, janeiro 22, 2008
Delírio
SEQ 9. INT/DIA/ESTUDIO
ÂNGELO de capa preta descendo uma escadaria de pedra, em uma reprodução de Bela Lugosi
quinta-feira, janeiro 17, 2008
seq 1 - int/dia/escritório do apê
Pela janela vemos a chuva caindo sobre os prédios. Ouvimos a voz de dois caras.
É menos expressionista e mais Jacques Tati.
RENATO (v.o)
Humor físico. Planos mais longos e abertos, e a atuação dá o ritmo.

Tá e depois? Acho que a praia fica vazia por um momento...
RENATO (v.o)
Passa o morcego.
MARCO ri.

Vemos os dois em silêncio por alguns instantes, olhando a mesa cheia de desenhos, textos e coisas.
Esse final...
Tu não gostou né?
MARCO
Não sei.
RENATO
Nem eu.

Depois a gente desenvolve melhor o final, mas é basicamente isso, só que mais...bonito.
E agora a gente tá cansado.
MARCO
(fazendo um alongamento meio matado)
Missão cumprida, meu velho.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
ângelo in progress 1
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Prêmios viabilizam novos projetos
Ângelo O Coveiro, de Renato Turnes e Beijos de Arame-Farpado, de Marco Martins foram os primeiros colocados na categoria vídeo do concurso e serão produzidos em 2008 com recursos do edital.
quarta-feira, novembro 21, 2007
Blues Velvet em noite de gala
quarta-feira, novembro 14, 2007
ISTO NÃO É ZOOLÓGIKA!
Especial “Isto não é um filme” no AXN Film Festival 2007!
//Assista no Zoológika o curta de Loli Menezes na final do festival promovido pelo canal AXN, transmitido para toda América Latina.
PONTUALMENTE ÀS 22H.
//Zuleika Game Especial
Assista o filme, acerte as perguntas e ganhe DVDs e cervejinha!
//Super Set!
+ Conceição no Boteco!
+ Far West!
+ Chansons de Nouvelle Vague!
//Se eu cozinho, eu não lavo!
Pipoca de milho!
//Psycho.zoo!
Urna sem fronteiras!
//Blues Velvet. Terça. 20/11. 21h. $6.
//Pedro Ivo, 147. Centro. Florianópolis.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Isto Não É Um Filme para toda a América Latina
A notícia chegou de forma inesperada. O AXN e a Sony International pediram sigilo, mas agora liberaram, então podemos lançar as boas novas aos quatro ventos.
Isto Não É Um Filme, um dos vídeos contemplados no Edital do FUNCINE em 2006 é um dos 10 filmes latino-americanos que estão na final do AXN Film Festival. São ao todo 3 filmes brasileiros e os outros sete da Argentina, do México, da Colômbia...
Em novembro toda a América Latina vai assistir nosso trabalho: no dia 20 de novembro, as 22:00 h, o canal AXN transmite nosso filme, junto com o curta Argentino La Cita. Não percam.
Um júri de notáveis (ano passado teve até Fernando Meirelles!) escolherá os três melhores filmes que ganham prêmios em dinheiro e equipamentos. Torçam pela gente. Mas o que importa mesmo é a imensa visibilidade da transmissão para toda América Latina que os finalistas do concurso ganham, e a alegria que esse reconhecimento dá.
Raul: cowboy trêbado
Loli com seu elenco: a diretora viaja pela Índia, mas está bem feliz com a notícia!Veja nos arquivos do blog, o diário da filmagem de Isto Não É Um Filme
segunda-feira, agosto 20, 2007
Gramado premia "Deixa o Tempo"
Deixa o Tempo foi produzido pela Vinil Filmes e conta com o elenco de bonecos de O Incrível Ladrão de Calcinhas, espetáculo da Cia Trip, de Rio do Sul.
Manipulação de bonecos: Willian Sieverdt
Roteiro: Tati Mileide Danna
Fotografia: Marx Vamerlatti
Claquete e continuidade: Raphael O. de Souza
Direção e montagem: Marco Martins
quinta-feira, julho 05, 2007
Medo e poesia
Para o mestre Lovecraft: A emoção mais forte e mais antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e mais antiga de medo é o medo do desconhecido. Poucos psicólogos contestarão esses fatos e a sua verdade admitida deve firmar para sempre a autenticidade e dignidade das narrações fantásticas de horror como forma literária.
Nesta imersão da Vinil Filmes por três dias para a filmagem de A Mão do Macaco , muitos foram os momentos nos quais a busca pelo rigor não passava somente pela técnica, mas conjuntamente, apontava para o infinito abismo que somos.
Através da escrita magnífica de W.W. Jacobs, pudemos sentir a prova viva da perenidade da arte e da força de uma essência repleta de horror e poesia.
Waltrick, Turnes, Grígolo.
A Mão do Macaco
Édio Nunes é o estranho que traz o amuleto capaz de conceder três desejos ao seu dono. Gláucia Grígolo é Sandra, a garota que brinca com o que não conhece.
A morte da Mãe (Sandra Meyer) é o elemento trágico e misterioso da história.
No final de junho, a equipe capitaneada pela Vinil isolou-se em uma casa de Florianópolis para filmar a adaptação do conto clássico de horror de W.W. Jacobs, na qual elementos arquetípicos do gênero fantástico são revistos. Dois meses de preparação com o elenco, uma câmera-personagem manipulada na maior parte do tempo por um dos atores e a total concentração da equipe construíram o clima de suspense crescente que está impresso no material bruto.

Jefferson Bittencourt dirige Leandro Waltrick e Renato Turnes.
Em setembro, a Vinil Filmes lança A Mão do Macaco. Preparem-se.
segunda-feira, maio 07, 2007
O curso de um outro discurso

Entre o mar e a favela, o horizonte e o morro, o leve e o bruto, a madeira e o concreto, o ferro e o arame - o discurso paradoxal, o elemento crítico. O olhar contundente de Ivens Machado. Na concretude de seu habitat a obra é por nós desvelada. Ali em seu ateliê a construção se faz clara, precisa e preciosa. A fotografia deflagra instantes únicos. Estar diante da obra de Ivens é estar diante do precipício. É pulsar dentro do limite. Tudo em sua obra é perfeita complexidade e deus passa a ser a coisa concreta no homem.
A partir de uma idéia metafísica, me senti incorporada as suas formas tanto na escultura, bem como, em suas pautas, ou mesmo na experiência vivida tão cruamente no vídeo Apertando Silvana. Os objetos por ele utilizados tais como tijolos, pregos, ponteiras, talhadeira, alicates, pedras brutas levam à experiência corpo-objeto até as últimas conseqüências. A criação se externa pela arte extrema. Manter o corpo emergência em um transe contínuo “criando para si um corpo sem órgão”. Segundo Ivens “ a opressão está diretamente ligada à problemática dos opostos que se dilaceram na identificação”. A experiência da dor, do medo, do desconforto me são dadas como elemento de confronto. O seu ato perverso perverte o perfeito. Na ambigüidade nasce o ato livre. O acoplamento do ser a pedra nos dá o acesso decodificação para o simulacro. Um outro discurso se curva. E nas entranhas do nosso discurso um outro curso para o documento dessa história visual
em nosso estado.
Silvana leal
quarta-feira, maio 02, 2007
os cabelos de james dean estavam cobertos de sangue.

Ontem vi teu filme, aquele que fizeste com Kazan.
Linda tua composição desconexa, a fala engolida.
Essa forma frágil que não projeta,
injeta sentimento nas veias do intérprete,
faz correr memórias,
reinventa a adolescência de uma dor.
A cena com o pai, me diz, de onde veio teu choro?
Parecia machucar.
Ah, inexplicáveis teus olhos que o tempo todo pedem perdão.
E você é tão bonito assim imperfeito.
Depois fiquei triste pensando na estrada.
A vida é um porsche prateado riscando algum asfalto quente não é?
Rápida e breve.
Latas retorcidas no fim.
East of Eden(Vidas Amargas), Elia Kazan - 1954. O Pai e o Filho.
quarta-feira, abril 25, 2007
Música - Jefferson Bitencourt encontra Edino Krieger
LEMA
A poesia deveria
ser igual aquela
velha fotografia,
que nos faz rememorar
o eterno momento
coroado pelas sensações
sutis que
ornamentam
o existir.
Jefferson Bittencourt
















