segunda-feira, março 22, 2010

de lá pra cá


Registro histórico: dia 11 de novembro de 2009, na Cinemateca Brasileira, estreiou em São Paulo o curta-metragem Beijos de Arame Farpado, dirigido por Marco Martins e produzido pela Vinil Filmes. A exibição foi linda. A sala de projeção, arrisco dizer, é a melhor do país. O som e a imagem perfeitos.
Na minha direita Alvaro Guarnieri estava apreensivo, pois não tinha visto o resultado do curta ainda. Caldeira mexe a cabeça dizendo que não gostou e Julie me fotografa. Na esquerda, Loli, Renato, Hik e Danibica aguardam ansiosos. Depois comemoramos felizes pela noite de Sampa com mais outros amigos e amigos dos amigos. A Chris, a Paulinha, a Manuela Rangel e o Felipe da Di também estavam presentes. A Ivana, o Shadeck e a Elisa deram o bolo.



Pois bem, agora, por enquanto, o assunto é outro:
o aniversário de Florianópolis e o nosso novo trabalho. Anotei num bloco de papel quase tudo que estou transcrevendo agora, coisas do tipo:

Beber um chopp no Mercado Público tem seu charme. O pôr-do-sol transforma o cotidiano em pintura. Daqui a pouco vai rolar a exibição ao ar livre do documentário sobre a vida e obra do Luiz Henrique Rosa, direção de uma amiga minha que já se foi, Ieda Beck. Eu não fui no enterro da Ieda, nem fui visitá-la no hospital. Por egoísmo ou mania, já que não foi a única, preferi guardar a imagem do sorriso no rosto, dos olhos brilhantes, do cigarro nos dedos.
Ieda se foi jovem. Se estivesse aqui, com certeza seria personagem do nosso próximo documentário, o ILHA 70, que estreia na TV no dia 10 de abril (nosso, quer dizer da Vinil: Loli, Renato, Glaucia, Gustavo e eu, só pra lembrar...). Se trata de uma série de 3 episódios sobre a Ilha de Santa Catarina na década de 70. Os personagens foram escolhidos de acordo com os temas que surgiram na pesquisa, desdobramentos do tema maior, a juventude. Lá estão: o Quiosque, o Palhastock, o Estúdio A2, o Beto Stoudieck, a Novembrada etc.



Deixa eu amarrar algumas coisas: uma discussão muito pertinente neste momento é uma das chaves do filme: foi na década de 70 que iniciaram as obras que duram até hoje. Quando eu digo que tomar um chopp no Mercado tem seu charme, é a mais pura verdade para quem tem sonhado com as imagens da cidade no passado. O contraste entre o velho e o novo, a cidade que não existe mais, o crescimento desordenado, a cidade em constante mudança, planos panorâmicos para um futuro distante, um pouquinho do hoje para o amanhã (obrigado Walmor Oliveira por ter se ligado disso lá atrás, de ter apontado tuas lentes para aquela maravilha de lugar, que é o mesmo de hoje mas não é.). Tudo o que está no filme que acabamos de fazer me faz pensar numa frase do Hassis, de que "o artista tem que refletir a sua época". Eu me debruço sobre o passado para tentar entender melhor o tempo presente. Gosto de trabalhar com a memória de forma livre e desapegada (já que estávamos ocupados em nascer naqueles anos), mas ao mesmo tempo me pego nervoso ao perceber que as questões pertinentes daquela época não evoluíram. Sentado na ilha-de-edição, ouvindo um depoimento sobre as demolições desnecessárias de casarões antigos da cidade em 1974, 75, me pego pensando sobre o novo plano diretor e da possibilidade de construção de prédios na Lagoa da Conceição. Fico apreensivo, mas sigo em frente.

Desde já agradeço meus companheiros de trabalho (a Loli dirigiu comigo), os entrevistados que nos cederam não só os depoimentos, mas também acervos fílmicos e fotográficos que foram a base da nossa edição. Muito obrigado!
E tem gente que vai falar: "Ah! Mas nem era assim...". Outros vão dizer: "Era mais ou menos isso..." E outros ainda: "Era exatamente desta forma.". Eu adoro isso tudo, Rashomon me ilumina nessas horas. Ganesha dá o astral e a luz. O resto é trabalho árduo, estratégico, uma certa dose de sangue-frio, autocontrole, tesão, coragem, paixão e cara-de-pau. Coisas de quem vai fundo. Acho que foi isso. Deu pra ti, anos 70.

E antes que eu esqueça: O Beijos passa no CCBB na quarta-feira, dia 24, no Rio de Janeiro, na Mostra do Filme Livre. Mais informações, me sigam no twitter!!

bjs,

markomartin

(fotos Beijos Cris Prim / na sessão Marco / PB Jornal O Estado)

terça-feira, outubro 27, 2009

Vazô!!


É verdade! Beijos de Arame Farpado será lançado oficialmente em território nacional dia 11 de novembro, às 20H30, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. 
O primeiro filme finalizado em 35mm da Vinil Filmes já teve sua pré-estréia, na cidade de Lages, onde 80% das cenas do filme foram rodadas. Foram quatro sessões lotadas e calorosas, com a presença dos profissionais locais, amigos e autoridades que ajudaram nas filmagens. Os atores Renato Turnes, Chico Caprario e Julie Cristie estiveram presentes, junto com Marco Martins, o diretor, e seu fiel assistente, Breno Turnes.


Com a palavra, o diretor:
"A primeira cópia do filme fiz com som stereo SR. O que aconteceu: numa sala de cinema do Shopping Center, onde fiz uma exibição teste, o som desapareceu. Não que o som tenha sumido, mas todo o trabalho que eu e o Leo fizemos não estava lá. Estava tudo abafado, o grave cobrindo tudo. A mixagem ficou irreconhecível.  Foi péssimo, pois eu estava muito ansioso e acabei convidando muita gente. Tava rolando aquele clima de estréia. Todo mundo, antes da sessão, olhando para mim e sorrindo. Depois do filme o Leo fugiu pelos fundos do cinema. Todos vieram me dizer: o filme está ótimo, mas tem que refazer o som. Mas algo aí não batia: o Marx, diretor de fotografia do filme, já tinha assistido a cópia em Sampa e dito: tá lindo. O som tá duca! Corri para o Cineclube Nossa Senhora do Desterro. Outra sessão teste foi marcada. Agora sem ninguém. E tudo funcionou. Conclusão: o problema não era da cópia e sim da regulagem padrão nas salas Dolby. 

Depois dessa sessão foi que me senti seguro para encarar o público de Lages. O Fernando Leão me garantiu que ia dar tudo certo, que a sala de cinema no Serra Shopping estava preparada para meu Stereo SR (spectral record). Entrei na cabine de projeção, aumentei dois pontos no volume e tocamos ficha. Foi ótimo.


Mas como o susto foi grande, decidimos garantir uma segunda cópia em Dolby Digital.  Será esta a cópia que iremos exibir em São Paulo. Desde já gostaria de agradecer a Cinemateca Brasileira pela oportunidade, e convidar todos os amigos para assistir o filme e comemorar conosco mais essa conquista. Quero registrar aqui o apoio total que o Leo me deu durante todo o processo de realização do filme, me mostrando os caminhos possíveis e inimagináveis das ondas sonoras.  Aos meus companheiros da Vinil, obrigado por tudo."



Em Beijos de Arame Farpado, Veludo, um assaltante de segunda linha, reencontra o amor de sua vida, Cacos-de-Vidro.


Cacos, muambeira estonteante, retorna de uma temporada de insucessos no Paraguai. Juntos iniciam uma série de crimes e logo se transformam em queridinhos da imprensa marrom. Fonseca e Pacheco, dois policiais decadentes, precisam capturá-los e reestabelecer a ordem no país.



Para fechar, a estréia em Florianópolis ficou para 2010, quando o CIC reabrir as portas. O Espíndola me deu uma letra: lançar no Iguatemi e fazer um bate-papo na Saraiva depois da sessão. Com a cópia nova, acho que é possível. Vamos ver!

O quê: lançamento do curta Beijos de Arame Farpado
Quando: dia 11 de novembro, quarta-feira, 20H30
Onde: Sala Cinemateca Brasileira, Vila Clementino, SP


Beijos de Arame-Farpado é a segunda parte da “Trilogia da Paixão Marginal”, um conjunto de três curtas-metragens iniciado com “Veludo & Cacos-de-Vidro", que procura revisitar a cinematografia brasileira dos anos 70.

Beijos de Arame Farpado - 2009 / Ilha de Santa Catarina / 15min / 35mm

Ficha Técnica

Direção, Roteiro e Montagem
Marco Martins

Produção Executiva
Gláucia Grigolo
Loli Menezes

Direção de Produção
Sebastião Braga

Direção de Fotografia
Marx Vamerlatti

Som Direto
Leonardo Gomes

Direção de Arte e Figurino
Loli Menezes

Elenco
Renato Turnes
Julie Cristie
Álvaro Guarnieri
Chico Caprario

Trilha Musical: Os Cochabambas

Realização: Vinil Filmes

quarta-feira, agosto 19, 2009

Metamorfoses Imagéticas

Metamorfoses imagéticas é um diálogo com fragmentos do rico universo de Franklin Cascaes, integrando as comemorações do centenário de seu nascimento. O que se tem são vestígios, fluxos contínuos, transformações. Imagens e sons deslizam e se esparramam no ambiente produzindo confluências e acasos, permitindo ao observador mover-se livremente e produzir seus próprios encontros com a obra.


O coquetel de abertura foi um sucesso! Amigos e colegas da classe artística foram conferir o resultado de 2 anos de dedicação.




A equipe

Gustavo Cachorro - finalizador e artista gráfico


Loli Menezes - coordenadora e Marco Martins - editor e fotógrafo

Renato Turnes e Gláucia Grigolo - produtores

Trabalhar com Franklin Cascaes foi uma aventura, entramos num universo cheio de magia, mistérios e genialidade. O processo de criação teve várias etapas, da captação de imagens à edição e manipulação destas imagens, tudo foi reconstruído e desconstruído, dentro de uma perspectiva tecnológia e de uma releitura sob as obras e as referências do Cascaes.


A exposição fica aberta para visitação até dia 25 de setembro, sempre de segunda à sexta, das 10 às 18 hs, no Arquivo Histórico Municipal, praça XV


quinta-feira, julho 16, 2009

Ilha 70


Este texto do Caio foi o ponto de partida para o novo projeto da Vinil. Em breve mais notícias!

PEQUENAS E GRANDES ESPERANÇAS

Pensando (ou lembrando) bem, não foram tão verdes assim. A memória tem sempre essa tendência otimista de filtrar as lembranças más para deixar só o verde, o vivo. Antigamente, sempre era melhor, ainda que não fosse. Talvez porque já esteja, lá, tudo solucionado e a gente possa se ver, no tempo, como quem vê uma personagem num livro ou filme: aconteça o que acontecer, há um fim definido, predeterminado. Essa espécie de improvisação do agora, do que está sendo moldado, causa muito mais angústia. Não temos, como no samba, a menor idéia de como será o amanhã. Encontrar um único adjetivo para os anos 70 não é tão fácil assim. Facílima é a expressão “anos 70”, como se pudéssemos espremer aqueles dez anos em um único significado, ignorando as nuances todas. Os dias em que nada parecia acontecer e não estávamos dentro dos tais anos 70: por trás das circunstâncias históricas, nomes e datas, estávamos dentro de um tempo que ainda não ganhara uma forma exata. Se foram duros? Foram, foram duros. Mas foram também cheios de sonhos e encontros e pequenas e grandes esperanças. Foram anos em que não se podia viver muito para fora: a repressão política nos empurrava para dentro. Nesse movimento, havia duas opções principais e radicais: ou você caía de cabeça nas drogas ou mergulhava na clandestinidade política. O que ligava os dois comportamentos era uma vontade poderosa de mudar o País e o planeta, fosse através do ácido lisérgico nas caixas d’água das cidades, fosse pela revolução do proletariado. Verde mesmo, verde clarinho, desse quase água, era ter perto dos vinte anos e não saber que se sabia muito pouco das ditas coisas da vida. Justamente por isso, enfrentar de peito aberto todos os riscos de dentro e de fora da própria cabeça, esgueirando-se entre paranóias quase sempre reais. Não tínhamos ainda essas marcas deixadas pelos que desistiram, se mataram, foram presos, torturados, assassinados, enlouqueceram – enquanto dentro de nós pequenas partes iam também desistindo, se matando, sendo presas, torturadas, assassinadas, enlouquecendo. Não ter essas marcas, era verde. Verde era ainda estar inteiro e pronto para luta, embora não parecesse. É por isso que, quando a barra pesa, gosto de pensar que dentro do agora talvez exista também um verde qualquer, que não estamos vendo. Só veremos quem sabe quando pudermos aprisionar estes anos num pacotinho, carimbá-lo e colocar na prateleira da História com o título de “anos 80”. Ficarão mais leves, assim batizados??

Caio Fernando Abreu

Crônica publicada no jornal
Zero Hora,
de Porto Alegre, no dia 4 de abril de 1984.

segunda-feira, julho 13, 2009

Novo Endereço

A imagem acima é a vista da janela da sala da edição da nova sede da Vinil Filmes.
Agora estamos na Rua Arcipreste Paiva, ao lado da Catedral, no Edifício Cidade de Florianópolis, apto 1102.

terça-feira, junho 30, 2009

quinta-feira, junho 25, 2009

Prêmios para Ângelo, O Coveiro

Foram 4 prêmios para Ângelo, o Coveiro no Florianópolis Audiovisual Mercosul 2009:

- Melhor Ator para Renatângelo Turnes
- Melhor Vídeo pelo Júri Popular
- Prêmio Quanta de Melhor Vídeo Catarinense
- Prêmio Kodak de Melhor Vídeo Catarinense.

A equipe da Vinil Filmes está muito feliz e orgulhosa!

fotos por Cristiano Prim.

terça-feira, junho 09, 2009

História de Cinema - terceiro episódio

Terceiro Episódio - Segunda Parte



Terceiro Episódio - Primeira Parte

sexta-feira, junho 05, 2009

O terceiro e último episódio...



Chico está na pior. Conseguirá nosso personagem ter sucesso na profissão que escolheu e ainda reconquistar o amor de Marlene?

Histórias de Cinema - episódio 2

Chico precisa levantar a produção de seu filme e toma como exemplo a experiência dos pioneiros do super8 e do vídeo nos anos 80. Chico aprende as principais fases de uma produção – o roteiro, a captação de recursos, o planejamento e a escolha da equipe - e parte pra realização de seu ousado projeto. Dessa vez ele convence Marlene a participar, mas as coisas não acabam muito bem pro seu lado.


segunda-feira, junho 01, 2009

A hora do Ângelo!

Ângelo surgiu quando eu morava no Itacorubi e passava todo dia pelo cemitério. De dentro do ônibus eu via aquele cenário imponente e triste, e então imaginava as tantas histórias que podiam rolar ali. Eu andava vendo muitos filmes expressionistas confesso. E nunca escondi meu enorme interesse pelo Horror, o Fantástico, Histórias Extraordinárias e afins. Todo dia, naquela época, durante os dois minutos em que o ônibus passava pelo Cemitério do Itacorubi eu imaginava uma cena gótica diferente.

Acontece que naquele período - 5 anos atrás - eu, o Marco, a Loli, a Gláucia, o Jefferson, o Dog e o Lucão resolvemos criar a Vinil Filmes. E decidimos fazer um piloto do que seria um programa muito doido para TV, que chamamos de Videophone. Eu fiquei de criar um quadro. Acontece também que eu andava apaixonado por Buster Keaton e Jerry Lewis. Andava estudando os cômicos antigos e muito interessado na comédia física no cinema. E aí juntou isso com aquilo e eu escrevi Ângelo, O Coveiro: uma proposta de série com micro-episódios mudos que contava o dia-a-dia de um coveiro expressionista do Cemitério do Itacorubi.

Pedimos pro Rafael Schlichting fotografar pra gente, o Marco dirigiu, a Loli inventou uma roupa, trouxe uma peruca. Quando a gente estava pintando os meus olhos, o Ângelo nasceu. Ele tinha mandíbula prognata. O tal programa muito louco que ia revolucionar a linguagem televisiva catarinense não se criou, mas a Vinil sim. Depois disso muita coisa aconteceu, muitos filmes e projetos. Colocamos o filminho do Ângelo no Youtube e fez sucesso. Depois enviei para uns festivais e todo mundo gostava dele.

Eu continuei trabalhando sobre a idéia, rabiscando sketches e pensando em formatos em que o personagem pudesse se desenvolver. Até que abriram as inscrições pro Edital da Cinemateca, isso em 2007. Eu decidi juntar os rabiscos e inventar um curta. O projeto tirou primeiro lugar no concurso, a Vinil Filmes produziu, e agora vamos mostrar pra todo mundo mais um filho nosso. Filho meio estranho, com um jeitinho esquisito e diferente, mas muito querido e amado.

Nessa hora eu fico emocionado, porque fazer filmes é essa coisa doida de trabalho coletivo, e eu penso em todo mundo que participou do processo e me ajudou. Meus companheiros da Vinil são tudo pra mim. O Marco é praticamente um co-autor, estava comigo todo o tempo, decupamos e discutimos cada plano, e no set ele comandou a equipe pra que eu pudesse atuar tranquilo. Ele acreditou tanto, tanto. A Loli entendeu o personagem e concebeu um universo plástico pra ele, junto com sua equipe de artistas habilidosos. O Dog se dedicou entre outras coisas ao P&B surpreendente e aos efeitos lindos da imagem. O Jeff trouxe músicas incríveis. A Gláu chefiou as contas e ainda brilhou no set como a amada imortal do Ângelo, sempre doce e impecável.

E por falar nisso tem os outros atores do elenco, uma turma escolhida a dedo por dominar o dom do carão e que pra mim, claro, é a parte mais divertida do trampo: o Paulo, o Malcon, a Cristina, a Milena... É babar muito ovo dizer que todos estão ótimos? Ah! Foda-se, eu os acho maravilhosos mesmo. Tem ainda claro o Marx e sua equipe. Tudo que ele olha vira ouro, e eu tenho sorte quando a câmera dele olha pra mim. Não dá pra falar de todo mundo, porque um filme, mesmo pequeno, reúne muitos colaboradores, mas eu só tenho a agradecer.

Bom, agora eu moro no Centro, e não passo mais todo dia pelo Cemitério do Itacorubi. Acho que cresci, vejo cada dia as coisas de um jeito novo. Continuo insatisfeito, mas mais tranquilo com isso. Quero dizer que estou feliz e ansioso pra ver como as pessoas vão olhar pro Ângelo depois de tudo isso, espero que elas também sejam conquistadas pela sua doçura.

Renato Turnes

fotos do Prim

Exibição para convidados:
Teatro da UBRO
dia 03 de junho - quarta-feira
20h

E depois a festa de lançamento:
Blues Velvet Bar - ZUZUHELL especial!
Exibição as 22h

segunda-feira, maio 25, 2009

CHEGOU!!!!



Pois é... tá na mão! Estamos bolando uma exibição para quarta-feira... como nem eu assisti a cópia final (o Marx disse que está lindo), vamos fazer uma sessão somente para a equipe, elenco e convidados. A estréia mesmo ainda não está confirmada... alguns festivais pedem exclusividade, ainda não tenho o arquivo em vídeo para mandar o DVD para as pré-seleções etc. Mas para aliviar a angústia e a curiosidade dos envolvidos, vamos para o Cinema do Shopping na quarta de manhã... falta só chegar a confirmação.

Enquanto isso, assistam o primeiro episódio do História de Cinema. No sábado a saga continua na RBS, antes do jornal do almoço.

abraços e beijos de pré-estréia,
marco

Histórias de Cinema - assista

Episódio 1 - 1ª Parte



Episódio 1 - 2ª Parte

sábado, maio 16, 2009

... enquanto a lata do Beijos não chega...

... a máquina não pára.
Estamos finalizando "Histórias de Cinema", uma série de 3 episódios que irá ao ar no SC em Cena, nos dias 23 e 30 de maio e 06 de junho, na RBS TV .

Chico é um cara tranqüilo. Ele vive em Santa Catarina, tem uma namorada e muitos amigos. Mas Chico tem um sonho diferente: ser cineasta. Para realizar seu desejo, ele decide fazer um filme que vai mudar a sua vida para sempre.




Nessa aventura ele conta com a ajuda de seus amigos cineastas. Eles dão dicas e contam histórias que fazem Chico voltar no tempo e entender o que é fazer cinema.

Chico encontra o cineasta João Amorim

Histórias de Cinema mistura a linguagem do documentário e da ficção. Uma série informativa, emocionante e divertida que mostra uma visão diferente sobre a aventura de fazer cinema em Santa Catarina.

vinilfilmes@gmail.com

sábado, abril 18, 2009

Sobre Beijos de Arame Farpado e seu processo de criação



Parte I

Dias antes de iniciar as filmagens, escrevi algumas coisas relacionadas aos patrocinadores e apoiadores mas não tive tempo de postar. E o texto envelheceu. Vou aproveitar a deixa e começar de novo.
O tempo. Sempre ele. Estou aprendendo a esperar e relaxar. É preciso a urgência diluída nas coisas todas da vida. Para que não pese demais.
Vou direto ao assunto: fiquei cinco anos esperando para realizar este pequeno curta-metragem. Cinco anos. Chega soar ridículo, mas foi decisão minha: fazer um curta com um bom suporte de captação de imagens, remunerar toda a equipe e elenco, finalizar em película. Isto custa bastante dinheiro.  E o sistema de captação de recursos no Brasil não é muito funcional, para pegar leve. Este filme só aconteceu graças ao Edital da Cinemateca Catarinense/Governo do Estado de SC, aos patrocinadores que fizeram uso da Lei Rouanet: BRDE, Plasticom e Fundação Badesc e aos tantos apoiadores fundamentais.


Neste texto não vou me ater ao vai-e-volta burocrático e toda a espera para levantar o dinheiro necessário para a produção. Esta conversa normalmente me cansa. Prefiro falar da força humana e das idéias que envolveram o projeto.




A Vinil Filmes funciona numa sala de 20X4 num edifício na frente do Clube 12, na rua Hercílio Luz, centro de Florianópolis. É ali que confabulamos todos os nossos planos e estratégias de ação: botamos nossos roteiros na mesa, desenhamos as cenas, provamos figurinos, usamos muito o telefone, ensaiamos os movimentos...





É o QG, lugar para encontrar os profissionais que abraçam nossas histórias. E estava pensando agora: certa vez o Alejandro, falando do Cena 11, o grupo de dança que ele encabeça a mais de dez anos, que eles “funcionam” como uma banda de rock, de pop. Acho que a Vinil tem um pouco disso também. Somos um coletivo independente. E não temos chefe.


Mas a cada filme que levantamos, é uma empresa que se forma. Contratos, cachês, despesas de alimentação, transporte etc. No caso de um curta, isto dura mais ou menos um mês. Vamos ao Beijos: em janeiro iniciamos a pré-produção. Antes ainda eu já tinha feito diversos contatos e mapeado a situação real para a realização do filme.





A idéia de filmar em Lages surgiu primeiro pela necessidade de mudar de cenário. Eu não conseguia imaginar as locações em Florianópolis. Eu precisava de algo novo. Beijos é um Bang-Bang Musical. Nada como ir filmar no velho-oeste, no Planalto Serrano, lugar mais próximo do céu, ideal para grandes tomadas.


Filmamos em 10 dias. 90% externa com tempo bom. Foram dias incríveis e inesquecíveis. A equipe e o elenco passou todo o tempo junto, dormindo no mesmo chalé. Dizem que isso não funciona com todo mundo, que muitas vezes pode atrapalhar a execução do trabalho, já que os profissionais podem se cansar do convívio, da “família” que provisoriamente se forma. No nosso caso, foi o que foi: sintonia. Cumprimos todas nossas diárias sem problemas. E todos, sem exceção, mandaram muito bem.
Depois disso, com o calor da filmagem ainda na pele, decidi editar o filme. Mais dez dias de trabalho incessante. Desta vez solitário, trancado no quarto, sincronizando os takes que foram escolhidos. Descobri que havia filmado mais que o necessário e que muita coisa boa que existe no material bruto iria ficar de fora. Ainda tive que me cuidar para não extrapolar o tempo (sempre ele) estabelecido pelo laboratório. Quinze minutos, foi o que consegui pagar. Deste período não tenho nenhuma foto. Mas que graça teria um cara trancado num quarto na frente de um computador?



O processo de transfer é calculado por minuto. Custa em média mil reais por minuto. Mas se engana quem acha que a conta fica por aí. Muito do trabalho de finalização eu desconhecia e as surpresas foram aparecendo no processo. Mixagem de som, foleys, marcação de cor, de luz. Primeira cópia. Eu, o Marx e o Leo viajamos para Sampa e tocamos ficha. Gugu e William são grandes parceiros. Fizemos o que tinha que ser feito e voltamos para Floripa. O filme foi finalizado e estou aguardando a lata chegar pelo correio. Como uma criança que espera o Papai Noel. Muito AFLITO!!!


E por falar em criança, na segunda-feira vou começar a filmar “O Campeonato de Pescaria”, curta infantil que eu e a Luiza Lins vamos dirigir. A pré acabou hoje e depois de amanhã já estaremos fisgando planos e pescando seqüências. Não vejo a hora!

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