Terça-feira, Outubro 27, 2009

Vazô!!


É verdade! Beijos de Arame Farpado será lançado oficialmente em território nacional dia 11 de novembro, às 20H30, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. 
O primeiro filme finalizado em 35mm da Vinil Filmes já teve sua pré-estréia, na cidade de Lages, onde 80% das cenas do filme foram rodadas. Foram quatro sessões lotadas e calorosas, com a presença dos profissionais locais, amigos e autoridades que ajudaram nas filmagens. Os atores Renato Turnes, Chico Caprario e Julie Cristie estiveram presentes, junto com Marco Martins, o diretor, e seu fiel assistente, Breno Turnes.


Com a palavra, o diretor:
"A primeira cópia do filme fiz com som stereo SR. O que aconteceu: numa sala de cinema do Shopping Center, onde fiz uma exibição teste, o som desapareceu. Não que o som tenha sumido, mas todo o trabalho que eu e o Leo fizemos não estava lá. Estava tudo abafado, o grave cobrindo tudo. A mixagem ficou irreconhecível.  Foi péssimo, pois eu estava muito ansioso e acabei convidando muita gente. Tava rolando aquele clima de estréia. Todo mundo, antes da sessão, olhando para mim e sorrindo. Depois do filme o Leo fugiu pelos fundos do cinema. Todos vieram me dizer: o filme está ótimo, mas tem que refazer o som. Mas algo aí não batia: o Marx, diretor de fotografia do filme, já tinha assistido a cópia em Sampa e dito: tá lindo. O som tá duca! Corri para o Cineclube Nossa Senhora do Desterro. Outra sessão teste foi marcada. Agora sem ninguém. E tudo funcionou. Conclusão: o problema não era da cópia e sim da regulagem padrão nas salas Dolby. 

Depois dessa sessão foi que me senti seguro para encarar o público de Lages. O Fernando Leão me garantiu que ia dar tudo certo, que a sala de cinema no Serra Shopping estava preparada para meu Stereo SR (spectral record). Entrei na cabine de projeção, aumentei dois pontos no volume e tocamos ficha. Foi ótimo.


Mas como o susto foi grande, decidimos garantir uma segunda cópia em Dolby Digital.  Será esta a cópia que iremos exibir em São Paulo. Desde já gostaria de agradecer a Cinemateca Brasileira pela oportunidade, e convidar todos os amigos para assistir o filme e comemorar conosco mais essa conquista. Quero registrar aqui o apoio total que o Leo me deu durante todo o processo de realização do filme, me mostrando os caminhos possíveis e inimagináveis das ondas sonoras.  Aos meus companheiros da Vinil, obrigado por tudo."



Em Beijos de Arame Farpado, Veludo, um assaltante de segunda linha, reencontra o amor de sua vida, Cacos-de-Vidro.


Cacos, muambeira estonteante, retorna de uma temporada de insucessos no Paraguai. Juntos iniciam uma série de crimes e logo se transformam em queridinhos da imprensa marrom. Fonseca e Pacheco, dois policiais decadentes, precisam capturá-los e reestabelecer a ordem no país.



Para fechar, a estréia em Florianópolis ficou para 2010, quando o CIC reabrir as portas. O Espíndola me deu uma letra: lançar no Iguatemi e fazer um bate-papo na Saraiva depois da sessão. Com a cópia nova, acho que é possível. Vamos ver!

O quê: lançamento do curta Beijos de Arame Farpado
Quando: dia 11 de novembro, quarta-feira, 20H30
Onde: Sala Cinemateca Brasileira, Vila Clementino, SP


Beijos de Arame-Farpado é a segunda parte da “Trilogia da Paixão Marginal”, um conjunto de três curtas-metragens iniciado com “Veludo & Cacos-de-Vidro", que procura revisitar a cinematografia brasileira dos anos 70.

Beijos de Arame Farpado - 2009 / Ilha de Santa Catarina / 15min / 35mm

Ficha Técnica

Direção, Roteiro e Montagem
Marco Martins

Produção Executiva
Gláucia Grigolo
Loli Menezes

Direção de Produção
Sebastião Braga

Direção de Fotografia
Marx Vamerlatti

Som Direto
Leonardo Gomes

Direção de Arte e Figurino
Loli Menezes

Elenco
Renato Turnes
Julie Cristie
Álvaro Guarnieri
Chico Caprario

Trilha Musical: Os Cochabambas

Realização: Vinil Filmes

Quarta-feira, Agosto 19, 2009

Metamorfoses Imagéticas

Metamorfoses imagéticas é um diálogo com fragmentos do rico universo de Franklin Cascaes, integrando as comemorações do centenário de seu nascimento. O que se tem são vestígios, fluxos contínuos, transformações. Imagens e sons deslizam e se esparramam no ambiente produzindo confluências e acasos, permitindo ao observador mover-se livremente e produzir seus próprios encontros com a obra.


O coquetel de abertura foi um sucesso! Amigos e colegas da classe artística foram conferir o resultado de 2 anos de dedicação.




A equipe

Gustavo Cachorro - finalizador e artista gráfico


Loli Menezes - coordenadora e Marco Martins - editor e fotógrafo

Renato Turnes e Gláucia Grigolo - produtores

Trabalhar com Franklin Cascaes foi uma aventura, entramos num universo cheio de magia, mistérios e genialidade. O processo de criação teve várias etapas, da captação de imagens à edição e manipulação destas imagens, tudo foi reconstruído e desconstruído, dentro de uma perspectiva tecnológia e de uma releitura sob as obras e as referências do Cascaes.


A exposição fica aberta para visitação até dia 25 de setembro, sempre de segunda à sexta, das 10 às 18 hs, no Arquivo Histórico Municipal, praça XV


Quinta-feira, Julho 16, 2009

Ilha 70


Este texto do Caio foi o ponto de partida para o novo projeto da Vinil. Em breve mais notícias!

PEQUENAS E GRANDES ESPERANÇAS

Pensando (ou lembrando) bem, não foram tão verdes assim. A memória tem sempre essa tendência otimista de filtrar as lembranças más para deixar só o verde, o vivo. Antigamente, sempre era melhor, ainda que não fosse. Talvez porque já esteja, lá, tudo solucionado e a gente possa se ver, no tempo, como quem vê uma personagem num livro ou filme: aconteça o que acontecer, há um fim definido, predeterminado. Essa espécie de improvisação do agora, do que está sendo moldado, causa muito mais angústia. Não temos, como no samba, a menor idéia de como será o amanhã. Encontrar um único adjetivo para os anos 70 não é tão fácil assim. Facílima é a expressão “anos 70”, como se pudéssemos espremer aqueles dez anos em um único significado, ignorando as nuances todas. Os dias em que nada parecia acontecer e não estávamos dentro dos tais anos 70: por trás das circunstâncias históricas, nomes e datas, estávamos dentro de um tempo que ainda não ganhara uma forma exata. Se foram duros? Foram, foram duros. Mas foram também cheios de sonhos e encontros e pequenas e grandes esperanças. Foram anos em que não se podia viver muito para fora: a repressão política nos empurrava para dentro. Nesse movimento, havia duas opções principais e radicais: ou você caía de cabeça nas drogas ou mergulhava na clandestinidade política. O que ligava os dois comportamentos era uma vontade poderosa de mudar o País e o planeta, fosse através do ácido lisérgico nas caixas d’água das cidades, fosse pela revolução do proletariado. Verde mesmo, verde clarinho, desse quase água, era ter perto dos vinte anos e não saber que se sabia muito pouco das ditas coisas da vida. Justamente por isso, enfrentar de peito aberto todos os riscos de dentro e de fora da própria cabeça, esgueirando-se entre paranóias quase sempre reais. Não tínhamos ainda essas marcas deixadas pelos que desistiram, se mataram, foram presos, torturados, assassinados, enlouqueceram – enquanto dentro de nós pequenas partes iam também desistindo, se matando, sendo presas, torturadas, assassinadas, enlouquecendo. Não ter essas marcas, era verde. Verde era ainda estar inteiro e pronto para luta, embora não parecesse. É por isso que, quando a barra pesa, gosto de pensar que dentro do agora talvez exista também um verde qualquer, que não estamos vendo. Só veremos quem sabe quando pudermos aprisionar estes anos num pacotinho, carimbá-lo e colocar na prateleira da História com o título de “anos 80”. Ficarão mais leves, assim batizados??

Caio Fernando Abreu

Crônica publicada no jornal
Zero Hora,
de Porto Alegre, no dia 4 de abril de 1984.

Segunda-feira, Julho 13, 2009

Novo Endereço

A imagem acima é a vista da janela da sala da edição da nova sede da Vinil Filmes.
Agora estamos na Rua Arcipreste Paiva, ao lado da Catedral, no Edifício Cidade de Florianópolis, apto 1102.

Terça-feira, Junho 30, 2009

O Estranho Making Of de Ângelo, o Coveiro

Parte 1



Parte 2

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Prêmios para Ângelo, O Coveiro

Foram 4 prêmios para Ângelo, o Coveiro no Florianópolis Audiovisual Mercosul 2009:

- Melhor Ator para Renatângelo Turnes
- Melhor Vídeo pelo Júri Popular
- Prêmio Quanta de Melhor Vídeo Catarinense
- Prêmio Kodak de Melhor Vídeo Catarinense.

A equipe da Vinil Filmes está muito feliz e orgulhosa!

fotos por Cristiano Prim.

Terça-feira, Junho 09, 2009

História de Cinema - terceiro episódio

Terceiro Episódio - Segunda Parte



Terceiro Episódio - Primeira Parte